Objetivos

Quando começamos algo, temos que ter um objetivo. Às vezes, o fazer por fazer causa um certo tédio, uma certa monotonia. Por exemplo: é muito mais legal participar de uma corrida de rua do que correr o mesmo trajeto sem qualquer objetivo. A maratona tem uma linha de chegada, uma meta. Correr por correr, de vez em quando, é bom. Mas, sair pra correr por ai sem uma meta (de quilômetros, minutos…) pode fazer com que sintamos que não chegamos a lugar algum.

Temos que saber, no global, quais são os objetivos daquela função que temos e por que a executamos daquela forma. Com isso em mente, podemos propor melhorias, inovações, coisas diferentes… eu estava pensando nisso a respeito do meu trabalho: quais são as metas que eu quero alcançar até o final deste ano? O que eu quero deixar de legado nas funções que estou exercendo no 2º Batalhão de Bombeiros Militar? Se não tivermos metas claras no trabalho, alguns podem achar que não tem sentido esta rotina que mantém a máquina funcionando.

Claro que, olhando para trás, eu já aprendi muito, amadureci bastante, vi quais brigas devem ser compradas e as que eu posso deixar passar. Eu percebo o caminho que estou trilhando e qual foi a minha evolução. Estou mais forte, mais decidida. Quando sair desta função (*o que eu não faço ideia de quando vai acontecer, mas espero que demore bastante…), saberei que estou preparada para novos desafios.

E como diria a música Trem-bala:

“Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu”

Fórmulas

Quando encontramos alguém com alguma característica que admiramos, em geral perguntamos: “Qual é a fórmula [coloque aqui o que você quer saber]? Serve para qualquer coisa: uma carreira boa, várias viagens a lugares exóticos, uma conta bancária recheada, um abdomen de dar inveja, uma família feliz, uma casa organizada… sei lá, pode estar relacionado a várias coisas.

A pessoa, em geral, vai responder sobre hábitos e comportamentos que funcionam para ela e a fizeram alcançar aquele resultado. Mas, a questão é que não existe uma fórmula. O que dá certo para um não necessariamente vai dar certo para o outro. E eis ai o X da questão. Eu sou uma pessoa única e não quero ser igual a ninguém. Tenho meus sonhos, minhas metas de vida e meu jeito de fazer as coisas. Não adianta me comparar e tentar ser melhor do que os outros.

No Jornal “Hora 1” de hoje, a última matéria falava sobre como é difícil por em prática as metas de ano novo. Caso você busque jeitos alheios e fórmulas prontas será bastante complicado mesmo. É necessário se conhecer e estabelecer seus próprios métodos. Ver o que funciona para cada um.

E comparativos são complicados. Estes dias descobri que uma prima acorda todos os dias às 4h30 da manhã para ir à academia. Mas, isso definitivamente não funcionaria para mim: meu metabolismo é diferente, meu ritmo também, além disso, ela mora em um lugar que amanhece às 5h e já está quente neste horário. Eu moro em um que o horário mais frio é exatamente este e, no inverno, pode ser mais perto de 0º do que eu gostaria. Mas, isso não quer dizer que eu não possa descobrir o melhor horário para mim e adequá-lo à minha rotina.

E isso serve para tudo. Quais são minhas metas de ano novo? Como conquistar todas elas?

Requisitos para ser uma pessoa normal

Da série filmes que a Lu anda assistindo:

“Requisitos para ser uma pessoa normal”: é um filme espanhol, que se passa em Barcelona! Uma garota, com seus vinte e poucos anos se vê sem emprego, voltando para a casa da mãe, com quem ela não se dá. Em uma entrevista de emprego perguntam a ela que tipo de pessoa ela é. Ela responde: uma pessoa normal”. Ai complementam: “e o que seria uma pessoa normal?”

Ai ela responde: uma pessoa com uma casa, um emprego, vida social, vida familiar, um namorado, que tem hobbies e que é feliz”. Frustrada, por não corresponder a nenhum item da sua lista, ela vai para casa e decide conquistar os seus requisitos para ser esta pessoa normal.

Então, ela conhece um rapaz que decide ajudá-la. Mas, em troca ela deve ajudá-lo a emagrecer. O filme é bem interessante e, no final das contas, conforme vai fazendo um “check” ao lado de cada item que ela conquista, ela percebe que o único requisito que realmente importa é a felicidade. E que não necessariamente ter os outros é um pré requisito ou trazem como consequência a felicidade.

É um filme leve e ao mesmo tempo profundo, que faz com que nos questionemos o que realmente importa para sermos feliz. E, mais ainda, que não devemos ficar esperando “tudo estar perfeito” para aproveitarmos o que a vida tem para nos oferecer. Pelo contrário: a felicidade está escondida nos pequenos momentos do dia a dia.

Waffle Street

Estes dias assisti a um filme muito bom no netflix chamado “waffle street”. A história é sobre um jovem rapaz que trabalha no mercado financeiro nos EUA e que tem a vida toda planejada desde os cinco anos de idade. É casado, fez uma faculdade top, uma pós graduação fantástica e assim por diante. Tem um audi, uma casa perfeita, uma esposa ótima. Tudo vai bem, até que, um dia, ele é demitido.

Sob críticas do pai e avô, que não consideram o mercado financeiro um emprego digno, ele decide tentar algo diferente e passa três meses tentando conseguir um emprego. Qualquer emprego: instalador de carpete, construção civil, professor, mecânico… só para citar alguns.

Então ele, já desmotivado, para em um restaurante chamado “the papa’s chicken and waffle” para tomar um café e se candidata a garçom. Obviamente ele é super qualificado e não tem ideia de como fazer nada, mas aceita e começa super motivado.

Lê todo o manual, conversa com todos e diariamente é desafiado em fazer algo que ele não sabe e não tem a menor aptidão. O tempo passa, e ele decide comprar uma franquia do restaurante. Para isso vende o carro, a casa, trabalha dobrado. Faz tudo para alcançar seu objetivo.

Não vou contar o final do filme, mas a moral da história está relacionada com dedicar amor nas coisas que fazemos: o que importa não é o status, mas sim o que pensamos de nós mesmos enquanto executamos aquelas tarefas e qual a motivação que nos guia.

O filme é baseado em fatos reais e me fez perceber que muitas pessoas instruídas perderam seus empregos “de escritório” e tiveram que buscar alternativas para as quais não tinham conhecimento e nem capacitação, aceitando empregos que nunca puderam, sequer imaginar, que teriam que trabalhar.

E fica a lição. Nem sempre a pessoa que trabalha em empregos com menos “status”, como estes, de prestação de serviço, são incapazes. Às vezes tiveram uma reviravolta na vida e continuam lutando. Ou, às vezes, estão apenas esperando uma oportunidade.

A arte de economizar dinheiro

Não pense que este é um post com dicas de como economizar. Eu tenho lido vááários destes ultimamente, mas não consigo achar uma fórmula mágica para isso. Sendo bombardeada todos os dias, milhares de vezes diga-se de passagem, com anúncios, ofertas, produtos, viagens, sonhos… é difícil resistir.

E o consumismo não se dá apenas com roupas, sapatos, livros ou viagens, que são itens mais caros. Estamos sendo consumistas quando compramos algo pelo simples desejo de possuir ou consumir, quando não precisamos daquilo (por exemplo, aquela barrinha de chocolate depois do almoço, ou aquele capuccino delicioso no meio da tarde).

Assim, entendo porque milhares de pessoas estão endividadas: é muito difícil resistir a todos estes estímulos diários. E quando você passa muito tempo se controlando, pode acontecer de chegar um momento em que a luta fica impossível, e você se vê comprando loucamente tudo que vê pela frente, independentemente de ter dinheiro para pagar. É ai que o problema começa. Se parar de comprar loucamente no cartão de crédito hoje, sua dívida vai durar ainda alguns meses, até vencer todas as parcelas das compras.

Enfim, quer aprender a ser controlado? Tente se desapegar das coisas materiais. Peça livros emprestados ao invés de comprá-los, faça presentes, invente várias combinações diferentes com as peças de roupa que você já tem (lembra da análise combinatória, que aprendeu no 2º grau?), vá ao cinema no dia da promoção, e tente inventar programas de baixo custo, tipo fazer piquenique no parque ao invés de sair para almoçar em um lugar caro. O que vale, em qualquer caso, é usar a criatividade, que para muitos, deixou de ser estimulada com o fim das aulas de arte na pré-escola.

Corporativismo?

Tenho pensado muito sobre o que significa trabalhar em uma empresa e como as atitudes das pessoas influenciam no bom andamento de tudo. Várias vezes escuto colegas dizendo “ah, isso não é minha função” ou “tem alguém que é pago para isso”. Tem gente que age de uma forma em casa e de outra forma no trabalho. Que pensa só em si, nunca nos outros. Acho isso complicado.

Quer ver uma coisa besta? Muitas vezes que entro no banheiro da empresa a última pessoa que o utilizou não deu descarga. Sério? O que adianta ter ensino superior, ter estudado em escola particular (e muitos estudaram) e não ter um pingo de preocupação com o outro? Não é falta de educação: é muito egoísmo. E aposto que em casa puxa a descarga…

No refeitório temos o hábito de levar os pratos após o almoço. Sempre rola de ficar um farelo na mesa ou um pouco de suco ou café. Custa passar um guardanapo na mesa e deixá-la limpa para o próximo?

Muitas vezes compartilhamos os computadores. Quando vai embora custa limpar o que sujou na mesa e guardar as coisas de uso pessoal (bloquinho, caneta?) e deixar a redação organizada, com os equipamentos carregando, com bateria suficiente para o próximo?

Mas atrasos, para mim, são o pior. Às vezes a situação tá pegando fogo na redação, estamos esperando ansiosamente pelo próximo repórter e ele se atrasa. E ainda chega e vai comer. Ou seja, leva uns 40 minutos para efetivamente começar a trabalhar. Sério? Podia pelo menos perguntar se os outros precisam de ajuda antes de ir fazer um lanche.

São coisas idiotas, eu sei. Mas que podem ajudar muito o clima de trabalho em qualquer lugar. Quando eu trabalhava na Comunica! eu era presidente. Minha função foi desde pintar as paredes e limpar o chão até executar projetos e entregar resultados para clientes. E ai? Se eu dissesse que não era minha função, seria a primeira a dar o mau exemplo daquilo que não devemos ser: egoístas, indisponíveis e antipáticos.

Inspirações

Estes dias fiquei frustrada quando um amigo me disse que estava em busca de histórias inspiradoras e que não havia encontrado nenhuma. Às vezes acreditamos que para algo ser inspirador ele precisa ser grandioso, de impacto a nível mundial. Mas, convido vocês a um novo olhar. Todas as pessoas têm histórias inspiradoras.

Pergunte à todos os padres, que escolheram uma vida diferente, com voto de pobreza e castidade perpétua, por aquilo que acreditam. Pergunte aos casais como fizeram a vida a dois dar certo. Vá a uma Ong localizada na favela para perceber como aquilo impacta na vida das pessoas que ali residem. Pergunte aos estudantes e profissionais todo o sacrifício que eles fazem para conquistar seus sonhos.

Eu acho a Martha Medeiros o máximo, mas da mesma forma que ela me inspira, tenho certeza de que meu blog já trouxe palavras de conforto para várias pessoas. E mesmo que só tivesse sido apenas para uma, já não teria valido a pena?

Volto a repetir: todas as pessoas já passaram por situações inspiradoras. Mas na maior parte das vezes elas acreditam que a sua história não merece ser contada. Isso por que, o mundo acredita que só tem valor aquilo que é grande, esquecendo-se de que, para cada ato grandioso, que muda o rumo do mundo, outros milhares, que mudam a realidade local e valem muito, ficam esquecidos na rotina.

Os ipês roxos da minha rua florescem todos os anos na mesma época. Eles não fazem nada diferente do que eles estão programados para fazer. Mas mesmo assim valem muito para mim. Eles não têm consciência disso, da mesma forma que não sabemos de que forma nossos atos são recebidos pelas pessoas.

Quer uma história inspiradora? Que tal escrever a sua própria?

Quanto vale um sonho?

Há cerca de seis meses iniciei uma saga em busca de um sonho (o que explica alguns meses de ausência do blog). Percebi que qualquer objetivo exige muito, muito esforço, abdicações e foco. Não adianta desperdiçar energia, olhar para os lados, gastar tempo no que não te ajuda a somar e atingir o seu alvo.

Neste tempo, minha vida social foi praticamente inexistente. Não é fácil ter centenas de convites e ter que decliná-los. Não é fácil querer dormir até mais tarde enquanto um treino puxado te espera. E é menos fácil ainda mudar toda a alimentação,  incluindo muita proteína para ficar forte e muitos alimentos funcionais.

Maas, como em qualquer objetivo, qualquer sonho, ninguém disse que ia ser fácil. Às vezes o desânimo tenta bater, mas, a voz dentro da cabeça dizendo ‘pensa no resultado, foca no objetivo’ grita mais alto e não nos permite desistir.

Em alguns momentos não achei que fosse conseguir. Então me esforcei mais. Precisei ser mais forte, e me preparar psicologicamente. Precisei correr mais rápido, ignorar as dores, atropelar a preguiça. E é isso. Você cumpre etapas, passa cada prova, e treina desesperadamente para ser aprovada no Teste de Aptidão Física.

E no final, quando sai a convocação, tudo vale a pena.

A Princesa de All Star agora andará fardada. E vai ajudar a salvar vidas. Quer missão mais linda do que esta?

Organização e agenda

Nos últimos dias retomei uma rotina. Trabalhando com horários inconstantes, às vezes é meio complicado conseguir manter uma organização básica. E isso me tira um pouco de centro. Gosto de tudo bonitinho, organizado. A minha rotina já inclui fazer coisas diferentes todos os dias, então, fico feliz quando as coisas extras (diga-se não relacionadas ao trabalho) fluem. Por exemplo, quando consigo cumprir minha to-do-list, consigo manter meu quarto organizado e minha gaveta de roupas a passar vazia.

São coisas bobas, que fazem com que me sinta no controle da situação, afinal, o estado geral do meu quarto reflete muito o estado geral da minha mente (#quemnunca?). Além da minha vida social, que aos poucos se ajeita (e eu consigo encontrar aquelas pessoas especiais que há tempos não via), uma das coisas que voltou para a vida foi o blog. Afinal, sempre quis ter um blog e não vai ser agora que ele vai ficar abandonado. Agora já tenho rotina de assuntos, ainda não tãão organizado, mas o suficiente para retomar uma sequência de posts.

E uma das coisas que me ajudou a reorganizar a vida foi a agenda. Tudo anotadinho bonitinho para não esquecer nada: compromissos, treinos, encontros, consultas médicas e horário de trabalho. Com horários de trabalho diferentes todos os dias, não há memória que aguente. E descobri que meu email corporativo tem tipo uma lista de tarefas, então, as coisas referentes ao trabalho, tarefas diárias e lista de matérias, eu marco lá e as coisas pessoais com treinos e to-do-lists no moleskine ultrapower do Star Wars.

E o legal da minha agenda é que ela é semanal. Eu sou muito visual e isso facilita, pois abro uma página e aparecem todas as atividades da semana inteira. E já me ajuda a não marcar compromissos no mesmo dia e horário (e ter que passar pelo retrabalho de desmarcar, por exemplo). Enfim, facilita muito trabalhar com agenda. Além dela, eu faço uma lista no tablet com todas as atividades. Ai, diariamente, reviso as atividades e passo para o moleskine, com as tarefas para aquele dia específico. E assim, aos poucos, estou cumprindo uma longa lista que estava empacada. A minha meta para isso andar é cumprir pelo menos uma pendência por dia.

Claro que há atividades que se repetem, como ‘fazer as unhas’ e ‘passar roupas’, por exemplo, mas não as deleto da lista principal. Assim, elas estão sempre ali para serem cumpridas, de acordo com a minha disponibilidade. E é claro que novas pendências surgem, então, tenho consciência de que sempre terei uma to-do-list. Mas, sendo organizada o suficiente, as atividades se renovam e eu não passo procrastinando algumas delas. E este é o principal objetivo.

É isso aí, e a Princesa de All Star ressurge, agora com a agenda na mão e mais organizada do que nunca. Get read.

 

Zona de conforto

Uma das coisas mais tristes é estarmos em nossa zona de conforto. É aquela situação em que está tudo muito fácil, muito cômodo. Já dominamos tudo no trabalho, conhecemos várias pessoas, temos os amigos de sempre, frequentamos os mesmos lugares e pensamos sempre da mesma forma.

Nestas horas sempre me bate uma ansiedade muito grande. Não que eu esteja infeliz, nem nada. É só aquela sensação de estagnação. De não evoluir.  Aí, consciente disso, dou uma sacudida. Se sempre levanto tarde, começo a dormir menos horas. Se corro só 2km, me desafio a correr mais longe e mais rápido. Se acho que estou com muito tempo livre, invento um curso, uma aula, uma palestra.

E se estou mais criativa, me visto completamente diferente do normal. Invento combinações diferentes, fora do meu estilo. Corto o cabelo. Faço algo que nunca tinha feito. Às vezes até um trajeto diferente de carro ou à pé, entrar numa loja que nunca entrou ou assistir a um filme diferente são atitudes válidas. Nestas horas sempre me questiono: “qual foi a última vez que eu fiz algo pela primeira vez”?

Se ficarmos parados no lugar, obteremos os mesmos resultados, certo? Então, por que não inovar e mudar um pouco? O que impede que tudo seja diferente? Muitas pessoas encaram a reclamação como um hábito. Se tem sol, é por que tem sol. Se está frio, é por que está frio. Com as condições que me são dadas diariamente, qual o melhor que eu posso fazer? Se você não está fazendo exatamente aquilo que gostaria de fazer, então pelo menos faça bem aquilo que precisa ser feito. E talvez você descubra que a situação é melhor do que você pensava.