Esforço

As coisas exigem esforço. Por exemplo, pra aprender crochê, tenho dedicado algumas horas e esfolado meu dedo. Para aprender a cozinhar, já tive várias experiências negativas (queimaduras, excesso de sal, corte no dedo, pilhas de louça pra lavar, entre outros). Para chegar a um bom tempo na natação, preciso nadar, nadar, nadar; para correr bem, não posso ir simplesmente quando estou a fim, devo encarar dias de frio, de sol, de chuva, vencer a preguiça… para ser aprovada na pós graduação deste semestre, tive que estudar de manhã, à noite, no tempo livre, abri mão de maratonas de netflix, etc.

Então, tudo isso só me fez perceber que nada vem de graça. Qualquer coisa necessita dedicação e empenho. Algumas coisas mais empenho que outras, mas todas precisam de certa atenção para acontecerem. E talvez seja por isso que as pessoas desistem no caminho e acabam começando várias coisas e não terminando nenhuma. Por que elas começam algo e veem que, para conseguir algum resultado, terão que sair da zona de conforto. E nem sempre isso é fácil. Mas, podemos sim conseguir bons resultados sem enlouquecer. Basta que a cobrança seja proporcional e que sejam estabelecidas prioridades.

Como disse no último post, não estabeleci metas para este ano, porém, isso não quer dizer que ficarei flanando por aí. O foco será em realizar coisas e me cobrar menos a respeito delas. Se eu não corri todos os dias da semana, ficarei feliz pelas vezes que fui. Se meu unicórnio de crochê não ficou estonteante na 1ª vez, vou tentar de novo, sabendo que, com a experiência adquirida, o próximo ficará bem mais bonito. E se aquela receita de biscoito que fiz não ficou grandes coisas e pode melhorar, eu não vou desistir até ela dar certo e eu poder comer todos eles =). O foco será em ficar feliz pelas coisas e não carregá-las com sentimento de cobrança. E isso faz a vida ficar bem mais leve.

 

Balanço

Eu já deixei de querer ser a mulher maravilha e dar conta de tudo né? Mas, colocando na balança o ano de 2017, ele até que foi bastante produtivo! Se focar no que fiz e não no que deixei de fazer, até que tenho uma lista boa! Aprendi a cozinhar (algumas coisas, sem me tornar master chef), comecei uma pós graduação, o que foi bom já que queria voltar a estudar, segui uma rotina (meio flexível) de treinos,  viajei bastante (não tanto quanto eu gostaria, mas conheci vários lugares novos), realizei várias coisas no trabalho, e assim por diante.

Se eu focar em tudo que eu queria fazer e não fiz, isso pode ser um pouco deprimente. Então, desta vez, vou ficar feliz pelo que realizei e começar novos planos para 2018. E para ano que vem não vou me cobrar tanto: quero treinar, ler livros, passear, mas não vou colocar metas. Sem essa de X livros, ou treinos todos os dias, ou só vou comer alfafa e batata-doce, ou vou viajar todos os fins de semana para todos os lugares do mundo. Minhas metas serão ser feliz, aproveitar os momentos, prestar atenção nas pessoas, fazer coisas novas. Viver.

Isso por que a vida precisa ser leve. Estes dias assisti a uma propaganda que o cara dizia “que este ano que passou teve apenas 67 dias” e ele citava apenas os dias que aproveitou com a família ou viveu de verdade, com experiências marcantes. Achei bem interessante. Será que conseguiríamos listar quantos dias teve nosso último ano? Ou foi mais um ano que passou e que termina sem nem que nem por quê? O comercial termina desejando que o próximo ano tenha pelo menos 200 dias. Eu desejo que meu próximo ano tenha 365 dias. E que todos os dias eu possa fazer algo que me deixe feliz.