Mudanças

Eu decidi que iria acordar cedo e com isso, parece que ganhei muitas horas a mais nesta semana. Fui pra academia, tive mais tempo (arrumei armários, lavamos cobertores…) Fiz aquelas coisas que há muito tempo queria fazer e não dava tempo. Parece que foi mais tranquilo, sem correria de manhã e sem stress para deixar tudo pronto.

Consequentemente fomos dormir mais cedo os dias renderam mais. Claro que é uma pequena mudança, mas senti que retomei o controle da minha vida. Detesto sentir que estou indo “deixa a vida me levar”. Sabe aquelas coisinhas que vão ficando pra trás e vc todo dia pensa: “um dia eu faço?”. Cansei desta lista interminável, que só suga energia e comecei a fazer.

E a sensação boa que ganho ao realizar estas pequenas tarefas tem me feito muito feliz. Então eu percebi que às vezes uma pequena atitude pode mudar toda a nossa vida. Conversando com um amigo, ele me disse que se você mudar um minuto do seu dia, isso causa um impacto muito grande. E eu percebi na prática. Mudei aquele minuto do despertar. Eu tinha o hábito de acordar e ficar no celular, vendo Facebook, Instagram, atualizando o whats. E eu percebi o quanto aquilo era prejudicial para mim.

Agora, o despertador toca e eu levanto. Só depois de alguns minutos, verdadeiramente acordada, pego o celular para o ver o whats. Dificilmente tem algo tão importante que não possa esperar uns minutinhos. E de quebra, desinstalei o instagram e o Face do celular. Meu trabalho começou a render mais, minha concentração aumentou… enfim, só benefícios. Eu já tinha escrito sobre isso neste post aqui, e que minha experiência de vida offline foi tão boa que decidi voltar a ela.

“Assim, sem comparações e julgamentos, podemos focar no que realmente importa: o nosso caminho”.

Descompasso

Às vezes fico ansiosa quando percebo que a minha vontade de fazer tudo não corresponde à minha atitude. Há um descompasso entre o que eu sinto e quero e o que realizo. Todos os dias eu penso: tenho que fazer o scrapbook da viagem. Mas nem começar eu comecei ainda. Talvez se eu começar, me motive. Mas, me conhecendo, ele vai ficar pela metade. Desta forma, estou tentando fazer uma coisa de cada vez e terminar antes de começar a outra. E isso tem sido um grande esforço para mim (rainha do começar tudo e terminar poucos).

E eu estou conseguindo terminar as coisas. Mas, não tudo que eu quero ainda. Isso por que imagino, penso e planejo mais rápido do que eu posso realizar. E não é por culpa minha. É por que não dá mesmo. Às vezes me surpreendo com o número de ideias que tenho por minuto. Mas, ao invés de entender que não é possível fazer tudo agora e relaxar, colocar prazos mais longos, eu tenho certeza de que se eu me esforçar mais eu consigo. Porém, isso é uma ilusão: não sou uma máquina (e mesmo máquinas precisam de descanso para não explodir).

Às vezes estou super disposta e empolgada; e tem dias que eu simplesmente preciso dormir. E assim, entre dias mega produtivos e outros nem tanto, busco o equilíbrio para resolver minha to-do list e realizar meus planos e sonhos.

 

Metas

Todo início de ano fazemos uma lista de resoluções de ano novo: escrevi sobre isso neste post aqui e neste outro aqui. Hoje é dia 17 de novembro. Falta pouco mais de 30 dias para acabar o período que nos propusemos para realizar nossas metas de ano novo de 2017. Mas será que já consegui cumprir as deste ano? Aliás, quais eram minhas metas mesmo?

Por que muitas vezes não conseguimos nossas metas? Muitas vezes falta clareza de como realizá-las. Por exemplo, quero economizar dinheiro para viajar: para fazer isso, preciso quebrar em uma meta palpável, tipo vou economizar R$200 reais por mês. Ou quero comprar menos: tenho que traduzir isso em “não vou comprar por 2 meses”, ou “vou gastar no máximo R$100 reais em compras por mês”.

E finalmente, a meta master de muita gente: vou emagrecer. É possível ter uma meta de peso por mês, ou até de aumentar a quantidade de exercícios. Acho que, na verdade, esta é a mais difícil, por que envolve uma grande mudança de vida e não só deixar de comer várias coisas,

Mas, faltando um mês e tanto para o fim do ano, o que eu ainda posso fazer este ano? Tem algo que ainda dá tempo de realizar? E destas que eu não cumpri e não dá mais tempo, posso mantê-las para o ano que vem ou já se desatualizaram? Agora é a hora de começar a planejar o próximo ano, se não, ele vai começar no de repente, e quando vermos, já passou de novo!

E ai, o que aprontaremos no próximo ano que já pode começar a ser planejado?

Especial

Sabe aquela perfume que você guarda para ocasiões especiais? Usei pra vir trabalhar hoje. Ou aquele sapato que eu nunca uso por que morro de ciúmes: fui a missa com ele neste fim de semana. Às vezes ficamos guardando umas coisas bobas para um dia especial. Mas por que não hoje?

Sempre achei meio besta aquele discurso de “hoje é um dia especial”, mas, no fim das contas, o dia especial é como qualquer outro dia. Por que ficar me privando de algo para um momento que talvez eu nunca decida ser o certo? Não posso ser feliz agora?

Às vezes estas pequenas coisas causam um impacto tão grande no nosso dia que acaba tornando-o especial, mesmo que tenha sido um dia que começou sem pretensões. E pensando nisso, estou usando roupas diferentes, me maquiando mais. Simplesmente por que isso me faz bem e me deixa feliz. Só o fato de prestar mais atenção em mim tem feito com que me sinta melhor. E o resultado que a autoestima tem na vida em geral pode nos surpreender. Nos torna mais seguros, mais decididos e prontos para realizar mais.

E ao invés de esperar que a vida me ofereça dias especiais, eu estou trabalhando para torná-los assim. Teve uma época que, sempre antes de dormir, eu agradecia por três coisas que tornaram aquele dia bom. E em todos os dias, por pior que tivessem sido, eu conseguia escolher estes momentos de gratidão. Às vezes coisas sem importância, como uma música que tocou no rádio, algo que comi. Em outros, algo maior, como ir bem em uma prova ou receber um elogio no trabalho.

Nesta mesma época estava em alta no Facebook o “100 Happy Things”. O desafio era, todos os dias, postar algo que tivesse te deixado feliz. Assim, isso fazia com que as pessoas percebessem que todos os dias acontece algo de bom em nossas vidas, e, às vezes, estamos tão focados no que aconteceu de ruim, que o bom passa despercebido. Afinal, a felicidade (ou a percepção dela) é um exercício.

Energia parada

Sempre que vejo alguma coisa, ela me traz um sentimento. Pode ser bom, ruim, pode trazer lembranças boas, alegrias, tristezas. Tudo tem sentimentos atrelados. Estes dias, conversando com uma amiga, ela falou que não guardou as barbies de infância dela para não deixar energia parada. E isso me fez pensar muito.

Há algum tempo li um livro sobre organização de uma japonesa chamada Marie Kondo. Além de ela falar também sobre energia parada, ela sugeria pegar os objetos na mão e observar o sentimento que eles causam. Eu fiz isso quando quis organizar minha biblioteca e realmente fez sentido. Enquanto estavam todos na estante, não consegui escolher alguns para doar. Mas, pegando cada um na mão, isso ficou bem mais fácil. E isso faz sentido com qualquer objeto.

Eu decidi que só ia guardar os livros de que realmente gostei muito ou que tenho vontade de emprestar para outros lerem (e olha que sou bem ciumenta com livros). Livros que me inspiram, com cujos personagens me identifico de alguma forma ou que marcaram um momento da minha vida. Estes têm lugar cativo na minha estante. Os outros, repasso, dou de presente e faço doação para bibliotecas. Lá, eles têm potencial de serem lidos novamente.

Passando pelo filme Toy Story, os brinquedos passam muitos anos guardados nos sótão depois que o Andy não brinca mais com eles. Na verdade, este é o maior medo deles: por que ir para aquele lugar representa que eles cairão no esquecimento e que não verão novamente a luz do sol. Ai, quando vai para a faculdade, Andy doa todos aqueles brinquedos para um jardim de infância, fazendo com que todos fiquem felizes novamente. Por que brinquedos foram feitos para brincar.

Quando guardamos roupas de forma nostálgica, de lembrança, mesmo que elas não nos sirvam mais. Isso é bem comum, principalmente, quando alguém morre. Mas, que tal doar (ou vender) para alguém que precisa e vai usar? E abrir espaço no guarda-roupa? Muita gente tem o armário cheio, mas nada para vestir: as coisas não servem, precisam de conserto, não combinam com seu estilo atual (mas estão lá, todas, na esperança de serem usadas novamente – igual aos brinquedos).

Mas, em contrapartida, tem aquelas coisas que nos trazem sentimentos bons: estas devem estar sempre a vista: tipo o vaso que comprei em uma viagem, um porta-retrato com um momento divertido e uma casa de passarinhos que comprei simplesmente por que achei linda. Estas pequenas coisas espalhadas fazem com que nosso dia fique mais alegre. Se faz tempo que você tem certas coisas, eu o convido para um novo olhar.  Às vezes, organizar e doar certas coisas nos causam leveza, tiram um peso. E liberam a energia para novas aventuras, experiências e por que não, bons sentimentos.