Farda

Antes de entrar para o CBMSC, eu sempre ficava escolhendo looks para ir trabalhar. Agora é mais fácil, pois tenho fardas! E em geral, uso o 5ºA, que é prático e confortável. Mas a farda é demais. Eu me sinto muito massa fardada. Não só por que ela representa minha carreira e profissão, mas por que ela me veste como um escudo. Eu me sinto protegida, sinto que ela mostra quem eu sou. Às vezes nem de laçarotes me sinto tão “eu”.

Como bem disse o General Octávio Costa, “a carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples emprego, uma ocupação, mas sim um ofício absorvente e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas do dia, nos impondo também nossos destinos. A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra pele, que adere à própria alma, irreversível para sempre”.

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