Faixa preta

Sempre tive a vontade de voltar para o judô e pegar a faixa preta. Mas, pesquisando e estudando como fazer isso, vi que não é exatamente fácil (e por que seria? Afinal de contas é a faixa preta de uma arte marcial). Mas, nestas minhas pesquisas, encontrei um texto que me fez refletir muito:

“Treinar duro, ser humilde, não ser ostentativo, não reclamar o tempo todo, fazer o seu melhor em tudo que se comprometer em sua vida. Isto é o que significa ser um faixa preta. Faixas pretas são geralmente pessoas normais que se esforçam mais e não desistem. Faixa preta pode ser conseguida apesar de qualquer fraqueza que você possa ter”

Indo além do Judô, esta colocação pode ser aplicada para todas as áreas da vida. “São geralmente pessoas normais que se esforçam mais e não desistem”. Quantas vezes só conseguimos conquistar um objetivo se nos dedicarmos muito e não desistirmos no meio do caminho?

“Não reclamar o tempo todo”: várias vezes vemos pessoas desmotivadas, que só reclamam e não buscam alternativas ou soluções para as situações/problemas que estão vivendo. “Fazer o seu melhor em tudo que se comprometer em sua vida”: muitas vezes não oferecemos nosso melhor para o mundo nem nos comprometemos com aquilo que fazemos. Às vezes temos planos de mudar de emprego, de cidade… mas, enquanto isso não acontece, não podemos nos dedicar e fazer nosso melhor? Por que esperar uma próxima oportunidade de fazer melhor?

Desta forma, as habilidades esperadas de um faixa preta podem ser aplicadas para qualquer pessoa, em qualquer área. Tanto isso é verdade que às vezes usamos a expressão “Fulano é faixa preta em Marketing” ou “Fulano é faixa preta em vendas”. Quer dizer que ele tem um destaque em relação aos demais. E talvez seja exatamente por isso que ainda não desisti desta ideia de ser faixa preta.

Inspirações

Há alguns dias comecei a escrever na minha agenda do trabalho frases motivadoras. Pode parecer bobo, mas, com isso, sempre paro, nem que seja por alguns segundos, para pensar a respeito daquilo. Em momentos de cansaço, são um novo ânimo. Em momentos de empolgação, me deixam mais alegres. Uma delas, em particular, me marcou bastante: “O melhor ainda está por vir”.

Às vezes olho para trás e percebo o tanto que já evolui, já cresci, já realizei. Há alguns anos atrás, a minha vida de hoje era tudo que eu sempre quis. Mas ai me pergunto: qual o melhor que ainda está por vir? Filhos? Um casamento construído e feliz ao longo dos anos? Viagens? Daqui a alguns anos, olhar para trás e ver os resultados daquilo que eu ainda vou conquistar? Ou, no fim, tudo isso junto?

Compartilho aqui algumas para inspirar o dia:

“Não vim até aqui para desistir agora”

“Get up early and be rewarded”

“Implemente aquilo que você acredita”

“Trabalho de formiguinha ad eternum”

“Comece onde está, use o que tem e faça o que pode”

“Confort zone is your cage”

“O que eu ainda posso realizar até o fim do ano?”

“Faça o que a concorrência têm preguiça de fazer”

“Não procrastine”

“Acredite em si mesma”

Instatisfação

Ficar na zona de conforto muito tempo não faz bem para ninguém, mas, outra coisa é aquele pessoal que está sempre buscando o que não tem. Que acha que a vida poderia ser melhor do que é, mas também não sabe como realizar isso.

É ter uma ansiedade, uma angústia geral sem causa e por nada. É só uma impressão de que as coisas poderiam ser diferentes, de não querer continuar do jeito que está. Mas também, não saber o que quer mudar: se aparecer um gênio da lâmpada perguntando o que deseja ser mudado, não vai saber responder.

Muitas vezes não damos valor para o que temos e ficamos nos iludindo, como disse neste post aqui com a vida dos outros e que, muitas vezes, o lifestyle das redes sociais é muito injusto e exigente, e faz com que nos sintamos menos. Esses perfis me fazem valorizar as viagens que não fiz, o corpo que não tenho e tudo aquilo que eu “ainda tenho que fazer” ao invés de investir energia na minha própria vida, que, aliás, é maravilhosa e acima de todas as minhas expectativas.

Assim, quando brotar esta insatisfação geral com nada específico, podemos tentar perceber o quê, de fato, nos angustia. Nunca é “Tudo”. Sempre há uma resposta. Às vezes só precisamos prestar atenção em nós mesmos, e, se for o caso, tomar uma atitude, como escrevi neste outro post aqui.

Ação

Uma vez assisti a uma palestra cujo título era “Vai lá e faz”. Sabe quando ficamos tempos planejando, pensando, analisando e não saímos do lugar? Um dia eu vou fazer, um dia eu vou viajar.. um dia… e este dia nunca chega. Depois daquela palestra eu resolvi tomar algumas atitudes a respeito de todas aquelas ideias que eu tinha e nunca se concretizavam. Isso já faz alguns anos, mas aquela palestra me marcou muito. Então, ontem, resolvi decidir isso de novo. Quero viajar: Vai lá e faz. Quero cortar o cabelo: vai lá e faz. Quero ser mais produtivo, estudar mais, ler mais livros. Se eu quero, preciso tomar uma atitude a respeito disso, se não, irão se passar dias, meses e anos até que isso, de fato aconteça. Por exemplo, há anos escuto uma pessoa dizendo que quer viajar para a Alemanha, mas, não toma atitude nenhuma pra isso: não escolhe uma data, não vê um roteiro, não compra passagem. E assim os anos passam e os planos e sonhos não são realizados.
Mas, para que isso dê certo, é necessário sabermos quais são os nossos sonhos e aonde queremos chegar, senão, ficaremos igual a Alice na conversa com o gato:
-O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?
-Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato.
-Não me importo muito para onde, retrucou Alice.
-Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
-Contanto que dê em algum lugar, Alice completou.
-Oh, você pode ter certeza que vai chegar a algum lugar se você caminhar bastante, disse o Gato.
(Alice no país das maravilhas, Lewis Carrol)

Farda

Antes de entrar para o CBMSC, eu sempre ficava escolhendo looks para ir trabalhar. Agora é mais fácil, pois tenho fardas! E em geral, uso o 5ºA, que é prático e confortável. Mas a farda é demais. Eu me sinto muito massa fardada. Não só por que ela representa minha carreira e profissão, mas por que ela me veste como um escudo. Eu me sinto protegida, sinto que ela mostra quem eu sou. Às vezes nem de laçarotes me sinto tão “eu”.

Como bem disse o General Octávio Costa, “a carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples emprego, uma ocupação, mas sim um ofício absorvente e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas do dia, nos impondo também nossos destinos. A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra pele, que adere à própria alma, irreversível para sempre”.