Julgamentos

“Se a imaginação fervilha à volta de ti mesmo, cria situações ilusórias, composições de lugar que ordinariamente não encaixam no teu caminho, te distraem tolamente, te esfriam e te afastam da presença de Deus. – Vaidade…Se a imaginação é acerca dos outros, facilmente cais no defeito de julgar (quando não tens essa missão) e interpretas de modo rasteiro e pouco objectivo o seu comportamento. – Juízos temerários…Se a imaginação esvoaça sobre os teus próprios talentos e modos de dizer, ou sobre o clima de admiração que despertas nos outros, expões-te a perder a retidão de intenção, e a alimentar a soberba”. Este texto é do Livro “Sulco”, de São José Maria Escrivá e é minha leitura espiritual do momento.

Temos a tendência de julgar as pessoas por diversos motivos: por como se vestem, por como falam, por seus empregos, por sua aparência e cuidados com si. Por sua maquiagem e outras coisas rasas. Se simplesmente conseguíssemos nao julgar seria muito mais simples. Para fazer este exercício de não julgamento e comparação sobre a vida alheia, passei duas semanas sem entrar no Facebook e no Instagram. E minha vida melhorou muito. Fiquei mais focada, menos dispersa e mais serena. Minha ansiedade diminuiu muito. E todos aqueles pensamentos de cobrança também.

Sei que existem muitos lugares para conhecer ainda, mas sei que não preciso conhecer tudo no próximo final de semana. Sei que existem corpos malhados, histórias de mães super bem sucedidas e estas coisas. Mas eu não preciso me alimentar disso. Preciso me alimentar do que faz bem, do que contribui para o meu bem estar e para minha vida. E essa exposição toda estava me fazendo mal. Não que eu postasse muita coisa, mas eu via muita coisa. E não estava me fazendo bem. Todos os dias eu pensava nas coisas que eu “tinha” que fazer. E estou muito liberta disso tudo.

E as nossas vidas são, como o próprio nome já diz, nossas. Com as minhas escolhas vou desenhando a paisagem e construindo as rotas. Ninguém sabe o quanto eu batalhei para as minhas conquistas e eu também não sei como foi a trajetória de cada um para estar onde está hoje. Assim, não fazem sentido as comparações que costumamos fazer, podendo, inclusive, nos envenenarmos. Assim, sem comparações e julgamentos, podemos focar no que realmente importa: o nosso caminho.

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