Malvado favorito

Estes dias fomos assistir ao filme Meu malvado favorito III. Este filme é muito bonitinho e traz várias lições de amor interessantes. No primeiro filme, nosso vilão Gru leva uma vida voltada para o mal, juntamente com seus ajudantes um tanto atrapalhados (Minions, que roubaram tanto a cena que ganharam um filme só pra si).

Neste primeiro filme, para derrotar seu inimigo, ele adota três meninas de um orfanato da cidade. A mais velha, muito madura, a do meio, um tanto quanto espivetada e a menor, Agnes, coisa fofa e minha favorita. Ela é inocente, pura, e tem certeza de que vai ser feliz na nova casa, mesmo não sendo feita de gelatina nem tendo uma recepção calorosa por parte do novo pai.

Ao longo do filme, podemos ver o poder do amor e como ele transforma o relacionamento da nova família e aquece o coração do Gru. Ele, de vilão, solitário e mal-amado passa a ser um pai preocupado, carinhoso e que faz de tudo pelas filhas, pelo outro lado, as filhas aprendem a lidar com o jeito durão do pai e a amá-lo exatamente desde jeito, dando, inclusive, palpites para os planos malvados dele. Gru passa, inclusive, a tratar seus minions melhor.

Mas, eles, que estão sempre em busca do chefe mais malvado de todos, abandonam seu líder e partem em busca de alguém “pior”. Mas, como o amor sempre vence, tudo dá certo e eles continuam a ser uma família feliz e unida. Ao longo dos três filmes a tratativa de família está sempre presente: relacionamentos, inseguranças, separações familiares, rejeições.

Tudo isso nos ajuda a entender como cada personagem foi moldado e se tornou daquela forma. Obviamente, a ficção muitas vezes reproduz a realidade e traz um retrato de muitas famílias que, apesar de destruídas ou capengas, ainda podem ser salvas pelo amor.