Luz

Estes dias andava meio estressada por nada, meio brava com o mundo. Então, fiquei bem quietinha e comecei a escrever. Escrevi, escrevi, escrevi. Escrevi até meus sentimentos melhorarem. Até que eu tivesse colocado toda a angústia para fora. Até meus dedos doerem. E o dia, antes meio cinzento, começou a ter uns raios de sol esparsos e tímidos. E eu comecei a me sentir melhor. O peso diminuiu e meu pensamento desacelerou. Foi como se tivessem acendido uma luz, algo quente e aconchegante que fez meu coração vibrar. Algo comparado a ficar lagarteando no sol deitado na grama.

Às vezes entramos em uma sessão de loucura e cobrança e nos esquecemos daquilo que é importante, daquilo que nos faz bem. Esquecemo-nos de que pequenos momentos de pausa podem transformar o dia, a semana… e até o mês. E que se o dia não começou dos melhores, cabe a nós mesmos tentarmos transformá-lo. Nem sempre sabemos o que causou tudo isso, mas podemos respirar (e escrever) até nos sentirmos melhor. E podemos também ter pensamentos alegres, vestir a roupa favorita, pintar as unhas de vermelho, aumentar o som na música que nos alegra e assim, ganhar o dia, que, aparentemente, começou meio atravessado.

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