Pensamentos positivos

É muito discutido e aconselhado por aí que temos que ter pensamentos positivos. Se queremos que algo dê certo, devemos imaginar a situação acontecendo. Recentemente, tenho me deparado com vários exemplos disso. Uma das minhas séries favoritas, Harry Potter, fala sobre isso. Veja só:

“O Patrono é um feitiço da série do Harry Potter. É uma espécie de guardião composto de energia positiva que, quando conjurado corretamente, encarna a forma de um animal prateado, de aspecto único para cada bruxo que o conjura. Para conjurá-lo é preciso se concentrar em uma lembrança muito feliz”.

Os bruxos devem conjurá-lo para combater os Dementadores, que sugam toda a sua felicidade. Ou seja, a melhor forma de combater a tristeza é pensando em coisas felizes (chocolate, segundo a autora, também ajuda muito após um encontro com uma destas criaturas horrendas).

Mas, não é só este livro que traz esta ideia. “Pensamentos felizes fazem a gente voar”, disse Peter Pan. Sim, quem nunca se sentiu tão feliz que poderia até voar? Aquele momento em que estamos tão felizes que  ficamos até flutuando, seja por uma lembrança, um momento ou ipê roxo avistado no caminho? Eu ando tendo estes pensamentos felizes e, por isso, mesmo os dias cinzentos estão coloridos <3

* Em momentos difíceis, a Princesa de All star conjura patronos e tem pensamentos felizes. Já a Princesa Militar canta Let it Go.

Sinaleiras da vida

É incrível que quando estamos com pressa para chegarmos a algum lugar todas as sinaleiras do caminho parecem estar fechadas. Será coincidência ou só uma impressão?

Quando estamos dentro do tempo programado também pegamos sinaleiras fechadas, mas não nos importamos de ‘perder’ um ou dois minutos parados. Porém, quando estamos apressados, afobados, tudo parece conspirar contra: é aquele que dirige mais devagar, ou pessoas querendo atravessar a rua… tudo atrapalha.

Mas, será que as sinaleiras são sempre inconvenientes? Estes dias a espera em uma sinaleira fechada foi uma ótima oportunidade de um beijo roubado. E juro que, naquele momento, queria que ela tivesse demorado mais para abrir. Ou outro momento, em que estava correndo, quase sem fôlego, e queria parar: a sinaleira aberta para os carros foi a chance que tive de respirar um pouco.

De qualquer forma, consegui fazer um paralelo do trânsito com as sinaleiras da vida. Às vezes tudo parece estar fluindo bem e alguma coisa nos faz parar. Pode ser um plano que não deu certo ou um projeto que não foi aprovado ou até mesmo um momento de insegurança.

Assim, ao invés de acharmos que é uma trava, pode ser exatamente a oportunidade de reavaliarmos o caminho, vermos se aquele é o melhor jeito de fazer as coisas e, na pior das hipóteses, se não servir para, aparentemente nada, é, pelo menos, um momento de respirar e baixar a adrenalina. Assim, mais preparados, logo que a sinaleira abrir estaremos prontos para seguir em frente e muito mais seguros do que queremos.