Horizonte

Sinto que a cada dia que passa estou mais forte. Não no sentido físico, mas sim de alma. Minhas decisões são mais ponderadas e maduras. Meu emocional está sendo blindado, e aos poucos, se tornando menos frágil, menos quebradiço.

Meu espírito está mais sereno, não tenho ficado tão ansiosa. É um período de desabrochar. Após um longo período dentro do casulo, sinto que ele finalmente se abriu.

Estendo as minhas asas, e espero que elas sequem um pouco. E elas se tornam mais fortes, para, em breve, permitir alçar um voo longo em direção ao horizonte. Um voo leve, porém com rumo.

Great times are coming

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de partir, pego minha bússola na mão e a encaro profundamente, esperando uma resposta. Eu queria continuar correndo pelo gramado, sem compromisso. Mas a bússola me aponta outra direção, para onde, em sã consciência, não quero ir. Primeiro, a encaro incrédula, fingindo que não é comigo. Sento-me no chão, pensando sobre o assunto, criando coragem e energia para partir, seguir em frente.

Então respiro fundo, amarro bem os cadarços e num salto, levanto. Ajeito minha tiara, digna como uma princesa, e dou o primeiro passo. Assim, a Princesa de All Star parte. E ela vem munida do seu tênis multicolorido e da sua tiara reluzente, pronta para enfrentar a jornada e subir a montanha que se apresenta, majestosa, a sua frente.

Férias

Sinto esta ânsia, este vazio. Esta vontade de fazer tudo, estar em todos os lugares. Porém, também quero o oposto. Me fechar, olhar para dentro. Admirar o mundo interno por um pouco. Deixar a princesa de all star correr pelo vasto gramado de minha mente, e apenas observá-la passear de um lado para o outro. Observo suas atitudes, suas escolhas. A vejo parar para cheirar as flores no caminho, rolar na grama, soprar dentes-de-leão. Ela come amoras e deita embaixo do Ipê roxo. Ela está leve, como um balão ao vento. E sorri. E o seu sorriso ilumina o dia. Faz meu coração transbordar de alegria. Ela está curtindo o sol, como em férias, despreocupada com o que virá.

 

Amor

O amor doi. Faz sofrer. Ele vem, sem quê nem por quê, e nos balança, nos tira do centro. Quem não quer viver um daqueles amores que deixa as pernas bambas? Quem não quer se sentir amado, amar ao extremo? Bilhetinhos, recadinhos, beijinhos. Ah, o amor é uma delícia. É um interim que faz a vida ficar colorida, que faz com que nos sintamos borboletas leves, que, com a brisa, flutuam em um jardim grande e florido.

Ah, o amor. Esta busca incessante, de quem acredita que a vida fica mais completa, mais feliz. O ser amado é o alvo de toda a nossa energia, e quanto mais a damos, mais sentimos que amamos, que protegemos, que fazemos parte da vida do outro.

Ah, o amor! Esperamos que ele sempre seja florido, que encha os nossos olhos, que seja para sempre. Ele pode ser para sempre, mas, temos que entender que o amor, assim como o Ipê roxo, passa por ciclos. Ele não fica florido o ano todo. Quem não entende isso, se decepciona profundamente.

O amor, assim como uma árvore plantada, cresce, é viva. Mas, ao longo do ano, ela perde folhas, perde galhos, perde flores. E você não entende como, aquela árvore linda e florida há dois meses, hoje não tem nem mesmo folhas. Mas, a cada estação, uma nova esperança: sempre há novos galhos, novas flores, novas alegrias.

E por mais que agora, ela pareça triste e sem graça, as raízes desta árvore, que nem mesmo podem ser vistas, são o que dão força para que permaneça firme, podendo, de tempos em tempos, and for a thousand years, encher nossos olhos com lindos buquês mesclados de roxo e rosa.