A brisa

Sento-me em um banco embaixo da árvore. Apesar do fim da tarde, ainda faz calor. Sento-me, olho ao redor. O mar está calmo, e o sol brilha na superfície. É uma típica tarde de verão e, apesar do silêncio, passa um turbilhão por minha mente. Respiro fundo, tentando relaxar, e sinto a brisa quente enchendo meus pulmões e balançando meu cabelo.

Fecho os olhos por um instante, tentando fazer com que os pensamentos passem mais devagar. Misturam-se lembranças boas, lembranças ruins, pensamentos aleatórios, planos, projetos, vontades e sonhos. E eu, assim como um náufrago, que escreve mensagens e as coloca em uma garrafa, mentalizo meus pensamentos e os entrego ao vento, com esperança de que ele os leve para bem longe, e faça alcançar seus destinatários.

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One thought on “A brisa

  1. “E eu, assim como um náufrago, que escreve mensagens e as coloca em uma garrafa, mentalizo meus pensamentos e os entrego ao vento, com esperança de que ele os leve para bem longe, e faça alcançar seus destinatários.”

    Essa frase… Disse tanto para mim, sobre mim. Bom, não sei quanto aos seus pensamentos, mas estas suas palavras certamente chegaram a alguém. (:

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